Jiu Jitsu
Uma Arte Marcial Milenar
Artigos:
.jpg)
29.01 Teoria da
Evolucao - Super matéria falando do desenvolvimento no
Jiu Jitsu
.jpg)
O
que fazer quando acaba o gás?
15.02
Graduação no Jiu Jitsu - CBJJE
Jiu-jitsu ou jujutsu (jūjutsu
柔術
- arte versátil, suave) é uma arte marcial que utiliza
golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo
e estrangulamentos, para imobilizar o oponente. Inclui
também quedas, golpes traumáticos e defesas pessoais,
como saídas de gravata, esquivas, contragolpes etc.
Basicamente usa-se o peso e a força
do adversário contra ele mesmo. Essa característica da
luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o
oponente, consiga vencer. Outra característica marcante
o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de
luta de chão, com a qual é possível finalizar um
adversário por meio de uma queda e usando-se torções com
ambos deitados.
JIU-JITSU dividi-se em:
1 - Quedas (judô)
2 - Traumatismo (Karatê-Jitsu)
3 - Torções (Aiki-Jitsu)
4 - Estrangulamentos
5 - Pressões
6 - Imobilizações
7 - Colocação (Posição de combate,
momento de ataque e esquiva)
É praticado em pé e no chão e com
qualquer tipo de vestuário.
Veja também:
Sistema
Hierárquico de Faixas
Regras de
Campeonato - Confederação Brasileira de Jiu Jitsu
História do Jiu-Jitsu
Apesar de se tornar mais popular no
Japão, a história do jiu-jitsu começou na Índia (por
isso a cognominação "o berço das artes marciais"), há
mais de dois mil anos. Os monges indianos eram
proibidos, pela religião, de se defenderem com armas.
Mas em suas longas caminhadas, eram atacados por
bandidos das tribos mongóis do norte da Ásia, nascendo
então a necessidade de defesa corpo-a-corpo.
Conhecedores de pontos vitais do
corpo desenvolveram um tipo de defesa especial para o
tipo físico do seu povo, franzino e de baixa estatura.
Essa espécie de embrião do jiu-jitsu acabou atravessando
as fronteiras da China, onde suas técnicas também foram
desenvolvidas como um sistema de defesa, até alcançar o
arquipélago japonês, lá desenvolvido e praticado apenas
por nobres e samurais.
Antigamente havia vários estilos de
jiu-jitsu e cada lutador tinha seu estilo próprio. Por
isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais
como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, tai-jutsu, gusoku,
oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e
outros.
No fim da era Tokugawa, existiam
cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com
características próprias. Alguns davam mais ênfase às
projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo
que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e
chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao
desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente
de acordo com suas características de luta, entre elas o
judô, o caratê e o aikidô.
Por muito tempo, o jiu-jitsu foi a
luta mais praticada no Japão, até o surgimento do judô,
em 1882. O jiu-jitsu era tratado como uma das jóias mais
preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade
japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _
proibido de ser ensinado fora do Japão e/ou aos não
japoneses, proibição que atravessou os séculos até a
primeira metade do século 20. Era considerado crime de
lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse
era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua
família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia
era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no
Japão, estupidez promovida pelo Imperador Meiji
(1867-1912), as artes marciais cairam em relativo desuso
em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a
possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o
esforço da luta corporal. As artes de luta só tornaram a
serem valorizadas mais tarde, quando o ocidente também
já apreciava esse tipo de luta.
No Brasil
Em 1917, Mitsuyo Maeda, também
conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em
missão diplomática com o objetivo de receber os
imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da
Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em
virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos
por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a
Hélio Gracie.

Neste ponto surgem duas teorias. A
primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de
Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era
o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande
enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto
central do jiu-jitsu desportivo brasileiro. Para
compensar seu biotipo, apartir dos ensinamentos de
Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo, atravez do uso
do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que
o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos
Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante
de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte
que ensinou aos brasileiros.
Mas o certo é que o jiu-jitsu
tradicional de muito diferente do praticado no Brasil
atualmente, o praticado no Brasil atualmente é
exatamente igual ao Judô antigo, inventado por Jigoro
Kano, porém com mais quedas e imobilizações.
Lutas épicas e memoráveis de
Hélio Gracie (contra adversários fisicamente mais
fortes) colocaram o JIU-JITSU brasileiro acima de todas
as demais formas de luta. As sucessivas vitórias de
homens franzinos (contra gigantes musculosos) fizeram
com que, bem cedo, os mais incrédulos acreditassem na
invencibilidade do JIU-JITSU. Após anos de lutas e de
estudos, desenvolveu-se um verdadeiro Estilo Brasileiro
de JIU-JITSU, com aprimoramento de luta no chão e
lançamento, pela primeira vez, da luta do JIU-JITSU sem
kimono valendo, inclusive, golpes traumáticos.
Hoje, o
Brazilia Jiu Jitsu é referência mundial em artes
marciais. O Prof. Gabriel afirma que a criatividade do
brasileiro é o ponto mais importante. Adaptou-se
rapidamente às condições do Jiu Jitsu, e durante as
lutas tem conseguido destaque.