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Aliada
às modernas tecnologias de treinamento, a
nutrição esportiva influi diretamente nos
resultados dos treinamentos, indiferente da
modalidade ou tipo de esporte. Um atleta que
treina 5 horas diárias, e não faz
alimentação correta, está perdendo 50% do
rendimento almejado. A queima incorreta e
descontrolada de calorias, e a não ingestão
de vitaminas e proteínas pode gerar
diminuição da massa muscular e fadiga, ao
invés de contribuir para as melhorias
técnicas e físicas.
Muitos
atletas não dão a devida importância a
alimentação, ou imaginam que uma dieta
correta e balanceada é cara ou difícil de
seguir. Mas estão enganados. Muitas vezes
com pequenas mudanças nos hábitos
alimentares, e a ingestão de
suplementos nutricionais corretos, o
aumento no rendimento de seu treino pode
elevar-se em até 200%.
“A
alimentação deve ser equilibrada e
diversificada, contendo todos os grupos
alimentares, priorizando sempre os
carboidratos” afirma Valéria Paschoal,
diretora da VP Consultoria Nutricional.A
dieta é feita, na medida do possível,
respeitando os hábitos alimentares do
atleta. Há necessidade de uma investigação,
anamnese, avaliação corporal e exames
laboratoriais e, se for preciso, pode ser
aplicada uma dieta para tentar corrigir
algum desvio alimentar existente ou que
possa futuramente levar a alguma patologia.
O objetivo primeiro deve ser a saúde do
atleta e depois a performance”.
A falta de
atenção à alimentação pode interferir no
rendimento durante uma competição e o que é
mais grave, causar problemas de saúde
decorrentes da prática esportiva. Treinos
constantes e competições podem causar
desgastes e estresse para os quais o corpo
não está preparado.
A
alimentação está relacionada não somente ao
tipo de esporte, mas também à intensidade e
duração da atividade, levando em
consideração variáveis como a necessidade
nutricional do indivíduo, de acordo com
composição corporal e com o gasto energético
do esporte praticado.

O
organismo utiliza diferentes fontes de
energia – glicose, ácidos graxos e
aminoácidos. Nos exercícios mais intensos e
rápidos, como corrida de velocidade ou
levantamento de peso, o organismo usa
basicamente a glicose como combustível para
os músculos, proveniente do armazenamento de
glicogênio. Nos esportes intermitentes e de
menor intensidade, como basquete, futebol e
corrida, o organismo também solicita a
glicose como fonte de energia, porém a
gordura é predominantemente oxidada como
fonte de energia.
A
professora Tânia Rodrigues, da RG Nutri
Consultoria Nutricional, que já atuou como
nutricionista no Corinthians e está
atualmente na equipe de Vôlei do Report
Suzano, afirma: “a dieta deve oferecer
quantidades calóricas ideais para cada tipo
de metabolismo utilizado no esforço e ainda
distribuir carboidratos e proteínas de forma
a garantir a produção de energia e a
recuperação muscular”.
Nas
práticas esportivas o organismo terá
diferentes demandas por vitaminas e sais
minerais que regulam o metabolismo. Assim,
deve-se considerar a função antioxidante de
alguns alimentos e também outras substâncias
capazes de melhorar a performance – os
ergogênicos pois, dependendo da atividade, o
organismo vai exigir diferentes fontes de
energia do alimento. “A gordura é mais
utilizada como substrato energético em
atividades de longa duração que priorizam o
metabolismo aeróbico, porém com intensidade
moderada. Já nas atividades de alta
intensidade e curta duração predomina o
metabolismo anaeróbico, o que demanda muito
mais carboidrato como substrato energético,
explica Glaucia Figueiredo Braggion,
nutricionista do Celafiscs - Centro de
Estudos do Laboratório de Aptidão Física de
São Caetano do Sul e assessora
técnico-científica do Programa Agita São
Paulo
Situações
climáticas

Alguns
itens da dieta alimentar sofrem alteração
dependendo do clima onde acontecerá uma
competição. Uma prova ou torneio em locais
de clima quente, exige maior atenção na
hidratação dos atletas, já que o consumo
adequado de água impede a desidratação e a
redução do desempenho. As exigências
energéticas para trabalho no calor podem
chegar a 0,5% para cada aumento de 0,02º C,
a medida em que a temperatura ambiente
cresça de 30º C para 40º C. Nesses casos, a
suplementação vitamínica é desnecessária,
com possíveis exceções. Alguns estudos
indicam que a vitamina C facilita a
aclimatação ao calor e as vitaminas B
múltiplas reduzem a fadiga durante o
trabalho em ambientes quentes.
Já no
clima frio, as exigências energéticas ficam
consideravelmente mais altas quando
acompanhadas de esforço físico. Estudos que
tratam especificamente de exigências
nutricionais no frio sustentam o conceito de
que baixas temperaturas não provocam uma
demanda maior de quaisquer nutrientes, além
das calorias. Segundo Tânia Rodrigues, não
há confirmação de que dietas ricas em
gordura sejam apropriadas para operações em
clima frio, mas provavelmente não poderão
ser tão pobres em gordura no período de
preparação para impedir a redução excessiva
da gordura corporal, o que pode gerar fadiga
precoce devido à perda de calor.
Além de
baixas temperaturas, alguns atletas precisam
enfrentar também um aspecto um pouco pior –
a altitude. Nesses locais, a capacidade de
oxidação (diminuição de oxigênio) muscular
requer maior cuidado nos treinos. Para isso
deve-se garantir a adequação de treinos e
dieta rica em proteínas, vitamina C,
complexo B e, se necessário, ferro,
aumentando os níveis de hemoglobina.
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